Atualmente, o Brasil vive um cenário de caos nos transportes. O sistema de transportes brasileiro é um sistema total mente desequilibrado. Os aeroportos estão saturados e os passageiros sofrem com atrasos de vôos, cancelamentos, problemas causados pelo excesso de pessoas que necessitam viajar.
As grandes cidades estão paralisadas devido ao acúmulo de automóveis, as pessoas levam cada vez mais tempo para se deslocarem, é difícil cumprir horários, nunca se sabe quanto tempo vai-se levar para percorrer determinado trecho.
Nas estradas é cada vez maior o número de caminhões transportando mercadorias, muitos motoristas trabalham em excesso, ingerem medicamentos ou até drogas pesadas para suportar a carga de trabalho, acabam provocando acidentes e as estatísticas vão nos mostrando que, cada vez mais vidas são ceifadas prematuramente, devido à violência do trânsito. No Brasil cinco pessoas morrem a cada hora em acidentes de trânsito.
Entendemos que tudo isso tem como causas, opções erradas no passado, que nos levaram a uma matriz dos modais de transportes, totalmente equivocada quase dois terços da carga e a grande maioria das pessoas são transportadas por via rodoviária ou aérea, fruto, principalmente do abandono das ferrovias brasileiras.
Atualmente, o Brasil tem a mesma quilometragem de ferrovias que tinha na década de 1920. Trens de passageiros somente em grandes cidades e alguns locais turísticos. Ao contrário da maioria dos países desenvolvidos, onde o transporte de passageiros é uma opção confortável, rápida e freqüente, aqui não existe trem interligando as grandes cidades do país.
Em nosso entendimento, é urgente retomar projetos ferroviários antigos e criar novos projetos para que, pelo menos no longo prazo, consigamos melhorar a qualidade do transporte de pessoas e mercadorias e reduzir o número de mortes no trânsito, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros e diminuindo o custos dos transportes de mercadorias.
Se não houver uma mudança urgente na matriz de transportes, não é difícil imaginarmos como estarão as coisas daqui a dez ou vinte anos.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
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