Frequentemente vou ao supermercado e procuro ofertas
interessantes, principalmente no setor de vinhos. Como gosto de comprar vinhos
conheço os preços de minhas marcar preferidas, onde encontro a melhor relação custo/benefício.
Algumas vezes, as ofertas na prateleira são bastante atrativas, mas, ao passar
no caixa, surprendentemente o preço remarcado não aparece. Em resumo, colocam um preço especial
na etiqueta e não alteram no cadastro. Com isto, muitas pessoas pegam o produto
e não conferem o preço na passagem pela caixa, pagando assim o preço normal do
produto, tendo a falsa ilusão de que fez um bom negócio. Na realidade, é uma falsa oferta, para pegar “otários” desavisados.
Portanto, cuidado ao adquirir ofertas, principalmente nas redes @Carrefour e
@Walmart, você pode estar caindo em uma armadilha.
domingo, 4 de novembro de 2012
O CUSTO BRASIL E AS FERROVIAS
Frequentemente se houve falar do chamado “custo Brasil” que
envolve perdas decorrentes de falta de estrutura e infraestrutura,
incompetência, educação deficiente, corrupção, excesso de tributos, entre
outros.
Nossos produtos agrícolas, por exemplo, tem um preço
altamente competitivo na lavoura. Entretanto até chegar ao destinatário são
agregados novos custos de tal forma que muitas vezes torna-se mais caro que os
produtos dos concorrentes internacionais. Da mesma forma, os produtos
industriais são fortemente onerados com estas despesas decorrentes da falta de
infraestrutura adequada.
Nos períodos de safra, nossas estradas não suportam o pesado
volume de caminhões, mesmo assim, a frota nacional torna-se insuficiente para o
transporte da produção, principalmente dos locais mais longínquos dos portos e
centros de consumo.
Por outro lado, o governo tem incentivado cada vez mais a
aquisição de automóveis, através de redução de impostos. Importante ressaltar
que este aumento na frota não é acompanhado pela construção de novas estradas e
avenidas e melhorias nas atuais.
O aumento na quantidade de automóveis nas estradas e cidades
e o transporte de mercadorias sendo realizado por mais de 80%, através de
caminhões, nos levou à situação caótica que estamos vivenciando nas estradas e
no trânsito da grandes e médias cidades brasileiras.
Consequência deste cenário é o grande número de acidentes
rodoviários que vem ocorrendo no país, com mortes e pessoas que sobrevivem, mas
com sequelas que as impedem de levar uma vida profissional e pessoal como antes
levavam. Segundo o DPVAT, em 2011, 58134 pessoas morreram em acidentes de
trânsito, outras 239.738 sofreram invalidez permanente e foram gastos R$ 2,7
bilhões em indenizações.
Este, em nossa opinião, é mais um fator que aumenta o
chamado “custo Brasil”. Quanto custa ao
país, sem falar no principal, que são os dramas pessoais e familiares
decorrentes? Quanto a previdência social gasta em pagamento de pensões,
precocemente, e no tratamento de feridos em
acidentes de trânsito.
Em nosso
entendimento, a solução passa por uma mudança forte na matriz de transportes do
país. Os recursos, que são escassos devem ser canalizados para a construção de
novas ferrovias para o transporte de cargas e pessoas. Para tanto é necessário
planejar visando o longo prazo. No Rio Grande do Sul, as principais cidades não
tem ligação ferroviária que permita
competir com o transporte rodoviário. Em outras palavras, o transporte entre
Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul e o porto de Rio Grande, não é viável por
via férrea.
Em relação ao transporte urbano, só temos o TRENSURB, que,
após mais de 27 anos, vai chegar a Novo Hamburgo. Transportando quase 200 mil pessoas
diariamente. Neste período não houve sequer um acidente de graves proporções
envolvendo o trem. Portanto, é um
transporte seguro, além de rápido e confortável.
Para finalizar, deixo duas perguntas no ar?
Como seria o trânsito na BR116 entre Canoas e São Leopoldo
se não tivéssemos o TRENSURB?
Quantas pessoas deixaram de morrer em acidentes na BR,
nestes 27 anos de funcionamento do trem metropolitano?
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