terça-feira, 23 de julho de 2013

O TRABALHO APÓS A APOSENTADORIA


Em recente viagem aos EUA, tive a oportunidade de visitar o Kennedy Space Center, onde se localiza o Museu da Nasa. Além de conhecer as plataformas de lançamento e alguns equipamentos utilizados nas viagens espaciais, chamou-me a atenção que os guias que conduziam os turistas e prestavam informações eram, em sua grande maioria, aposentados da Nasa. No prédio principal do Museu, tinha um cidadão sentado, na sua frente uma pequena placa dizia: “Fulano de Tal, Engenheiro aposentado da Nasa. Responde perguntas sobre o Museu.”.
Fiquei pensando quem mais poderia esclarecer dúvidas aos turistas do que aquelas pessoas que trabalharam na empresa por vários anos.

Aqui no Brasil, normalmente este trabalho é realizado por estagiários. Além de não aproveitar o conhecimento dos antigos empregados, a tarefa é entregue para aquelas pessoas que menos experiência tem na empresa.

domingo, 4 de novembro de 2012

CUIDADO COM AS OFERTAS DOS SUPERMERCADOS



Frequentemente vou ao supermercado e procuro ofertas interessantes, principalmente no setor de vinhos. Como gosto de comprar vinhos conheço os preços de minhas marcar preferidas, onde encontro a melhor relação custo/benefício. Algumas vezes, as ofertas na prateleira são bastante atrativas, mas, ao passar no caixa, surprendentemente o preço remarcado não aparece. Em resumo, colocam um preço especial na etiqueta e não alteram no cadastro. Com isto, muitas pessoas pegam o produto e não conferem o preço na passagem pela caixa, pagando assim o preço normal do produto, tendo a falsa ilusão  de que fez um bom negócio. Na realidade, é uma falsa oferta, para pegar “otários” desavisados. Portanto, cuidado ao adquirir ofertas, principalmente nas redes @Carrefour e @Walmart, você pode estar caindo em uma armadilha.

O CUSTO BRASIL E AS FERROVIAS




Frequentemente se houve falar do chamado “custo Brasil” que envolve perdas decorrentes de falta de estrutura e infraestrutura, incompetência, educação deficiente, corrupção, excesso de tributos, entre outros.
Nossos produtos agrícolas, por exemplo, tem um preço altamente competitivo na lavoura. Entretanto até chegar ao destinatário são agregados novos custos de tal forma que muitas vezes torna-se mais caro que os produtos dos concorrentes internacionais. Da mesma forma, os produtos industriais são fortemente onerados com estas despesas decorrentes da falta de infraestrutura adequada.
Nos períodos de safra, nossas estradas não suportam o pesado volume de caminhões, mesmo assim, a frota nacional torna-se insuficiente para o transporte da produção, principalmente dos locais mais longínquos dos portos e centros de consumo.
Por outro lado, o governo tem incentivado cada vez mais a aquisição de automóveis, através de redução de impostos. Importante ressaltar que este aumento na frota não é acompanhado pela construção de novas estradas e avenidas e melhorias nas atuais.
O aumento na quantidade de automóveis nas estradas e cidades e o transporte de mercadorias sendo realizado por mais de 80%, através de caminhões, nos levou à situação caótica que estamos vivenciando nas estradas e no trânsito da grandes e médias cidades brasileiras.
Consequência deste cenário é o grande número de acidentes rodoviários que vem ocorrendo no país, com mortes e pessoas que sobrevivem, mas com sequelas que as impedem de levar uma vida profissional e pessoal como antes levavam. Segundo o DPVAT, em 2011, 58134 pessoas morreram em acidentes de trânsito, outras 239.738 sofreram invalidez permanente e foram gastos R$ 2,7 bilhões em indenizações.
Este, em nossa opinião, é mais um fator que aumenta o chamado “custo  Brasil”. Quanto custa ao país, sem falar no principal, que são os dramas pessoais e familiares decorrentes? Quanto a previdência social gasta em pagamento de pensões, precocemente, e no tratamento de feridos em  acidentes de trânsito.
 Em nosso entendimento, a solução passa por uma mudança forte na matriz de transportes do país. Os recursos, que são escassos devem ser canalizados para a construção de novas ferrovias para o transporte de cargas e pessoas. Para tanto é necessário planejar visando o longo prazo. No Rio Grande do Sul, as principais cidades não tem ligação ferroviária  que permita competir com o transporte rodoviário. Em outras palavras, o transporte entre Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul e o porto de Rio Grande, não é viável por via férrea.
Em relação ao transporte urbano, só temos o TRENSURB, que, após mais de 27 anos, vai chegar a Novo Hamburgo.  Transportando quase 200 mil pessoas diariamente. Neste período não houve sequer um acidente de graves proporções envolvendo o trem. Portanto,  é um transporte seguro, além de rápido e confortável.
Para finalizar, deixo duas perguntas no ar?
Como seria o trânsito na BR116 entre Canoas e São Leopoldo se não tivéssemos o TRENSURB?
Quantas pessoas deixaram de morrer em acidentes na BR, nestes 27 anos de funcionamento do trem metropolitano?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por que certas previsões não se confirmam?

Com o surgimento da Internet e a proliferação do uso de computadores portáteis, esperava-se que ocorresse uma grande mudança nas relações de trabalho. Muitos trabalhadores poderiam realizar suas atividades profissionais em casa, sem prejuizo na quantidade e na qualidade de seu trabalho. Se houvesse grande volume nessa forma de trabalho, com certeza haveria reflexo também na forma de vida das grandes cidades, como diminuição do trânsito e até da população dos grandes centros urbanos, uma vez que as pessoas poderiam prestar serviços a empresas localizadas em determinada cidade e morar em local bem distante do trabalho. Por que as coisas não aconteceram nos volumes previstos inicialmente. Por que isso ocorre? Falta de confiança da empresa? Fatores culturais que associam trabalhar com sair de casa? Dificuldades de adaptação à nova vida em família?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A CONSEQUÊNCIA DAS ESCOLHAS ERRADAS

Atualmente, o Brasil vive um cenário de caos nos transportes. O sistema de transportes brasileiro é um sistema total mente desequilibrado. Os aeroportos estão saturados e os passageiros sofrem com atrasos de vôos, cancelamentos, problemas causados pelo excesso de pessoas que necessitam viajar.
As grandes cidades estão paralisadas devido ao acúmulo de automóveis, as pessoas levam cada vez mais tempo para se deslocarem, é difícil cumprir horários, nunca se sabe quanto tempo vai-se levar para percorrer determinado trecho.
Nas estradas é cada vez maior o número de caminhões transportando mercadorias, muitos motoristas trabalham em excesso, ingerem medicamentos ou até drogas pesadas para suportar a carga de trabalho, acabam provocando acidentes e as estatísticas vão nos mostrando que, cada vez mais vidas são ceifadas prematuramente, devido à violência do trânsito. No Brasil cinco pessoas morrem a cada hora em acidentes de trânsito.
Entendemos que tudo isso tem como causas, opções erradas no passado, que nos levaram a uma matriz dos modais de transportes, totalmente equivocada quase dois terços da carga e a grande maioria das pessoas são transportadas por via rodoviária ou aérea, fruto, principalmente do abandono das ferrovias brasileiras.
Atualmente, o Brasil tem a mesma quilometragem de ferrovias que tinha na década de 1920. Trens de passageiros somente em grandes cidades e alguns locais turísticos. Ao contrário da maioria dos países desenvolvidos, onde o transporte de passageiros é uma opção confortável, rápida e freqüente, aqui não existe trem interligando as grandes cidades do país.
Em nosso entendimento, é urgente retomar projetos ferroviários antigos e criar novos projetos para que, pelo menos no longo prazo, consigamos melhorar a qualidade do transporte de pessoas e mercadorias e reduzir o número de mortes no trânsito, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros e diminuindo o custos dos transportes de mercadorias.
Se não houver uma mudança urgente na matriz de transportes, não é difícil imaginarmos como estarão as coisas daqui a dez ou vinte anos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A idade da aposentadoria

As pessoas estão vivendo mais tempo e com mais qualidade de vida, as aposentadorias tornaram-se precoces em função da legislação antiga, que considerava cenários completamente diferentes dos atuais e desse aumento quantitativo e qualitativo na expectativa de vida das pessoas. Os cálculos autuarais começaram a apontar problemas de caixa para os governos que tem que pagar aposentadorias durante mais tempo.

Por outro lado, o avanço tecnológico faz com que as empresas necessitem cada vez menos mão de obra para executar suas atividades. As poucas vagas são preenchidas, preferencialmente, com pessoas mais jovens.

Ora, se por um lado as pessoas vivem mais e, por isso, teriam condições para trabalhar mais tempo, por outro lado as oportunidades de emprego diminuem em função das substituição da mão de obra humana pela tecnologia. Se falta emprego para os jovens que entram no mercado de trabalho, o que dirá para as pessoas de 50 ou 60 anos, que ainda têm condições de trabalhar, mas não conseguem competir com os jovens, pois já não têm o perfil desejado para atender as atuais necessidades das empresas modernas.

Na realidade, a aposentadoria significa, para a grande maioria das pessoas, não o fim de suas atividades profissionais, mas sim a garantia do direito de ter uma renda vitalícia, para melhoria a sua condição de vida. Será que os governos não poderiam encontrar uma forma de manter essas pessoas em seus empregos por mais tempo e, ao mesmo tempo oferecer aos mesmos, vantagens que compensariam o adiamento de suas aposentadorias?

No caso brasileiro, optou-se pelo caminho inverso através da criação do “perverso” fator previdenciário, que pune aquelas pessoas que exercem o direito da aposentadoria através da redução de seu benefício.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O direito de não trabalhar

Foi publicado no jornal ZH, de 20/10/2010, a história de um cidadão francês, que aos 38 anos, depois de trabalhar 9 anos como técnico de informática, resolveu parar de trabalhar em 2005. Quando trabalhava, recebia em torno de R$ 4.600,00, por mês. Nos primeiros dois anos passou a receber mais ou menos R$ 2.700,00. Atualmente, recebe aproximadamente R$ 1.500,00. Segundo ele, não pretende mais trabalhar e passa os dias em casa jogando videogame.
No Brasil, temos duas formas de receber do governo sem contrapartida: O seguro desemprego e o bolsa família.
Através do seguro desemprego, é possível receber o valor máximo de R$ 954,21, em até 6 parcelas.
Através do bolsa família, o governo brasileiro repassa à famílias pobres (com renda mensal por pessoa de R$ 70,01 a R$ 140,00) e extremamente pobres (com renda mensal por pessoa de até R$ 70,00), benefícios que variam de 22 a 200 reais. Sendo que o valor pago depende do número de crianças e adolescentes atendidos e do grau de pobreza de cada família.
E o pior de tudo é que muitos brasileiros acham que estes benefícios não deveriam existir. Que servem apenas para sustentar quem não quer trabalhar.