quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A idade da aposentadoria

As pessoas estão vivendo mais tempo e com mais qualidade de vida, as aposentadorias tornaram-se precoces em função da legislação antiga, que considerava cenários completamente diferentes dos atuais e desse aumento quantitativo e qualitativo na expectativa de vida das pessoas. Os cálculos autuarais começaram a apontar problemas de caixa para os governos que tem que pagar aposentadorias durante mais tempo.

Por outro lado, o avanço tecnológico faz com que as empresas necessitem cada vez menos mão de obra para executar suas atividades. As poucas vagas são preenchidas, preferencialmente, com pessoas mais jovens.

Ora, se por um lado as pessoas vivem mais e, por isso, teriam condições para trabalhar mais tempo, por outro lado as oportunidades de emprego diminuem em função das substituição da mão de obra humana pela tecnologia. Se falta emprego para os jovens que entram no mercado de trabalho, o que dirá para as pessoas de 50 ou 60 anos, que ainda têm condições de trabalhar, mas não conseguem competir com os jovens, pois já não têm o perfil desejado para atender as atuais necessidades das empresas modernas.

Na realidade, a aposentadoria significa, para a grande maioria das pessoas, não o fim de suas atividades profissionais, mas sim a garantia do direito de ter uma renda vitalícia, para melhoria a sua condição de vida. Será que os governos não poderiam encontrar uma forma de manter essas pessoas em seus empregos por mais tempo e, ao mesmo tempo oferecer aos mesmos, vantagens que compensariam o adiamento de suas aposentadorias?

No caso brasileiro, optou-se pelo caminho inverso através da criação do “perverso” fator previdenciário, que pune aquelas pessoas que exercem o direito da aposentadoria através da redução de seu benefício.

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