Podemos conceituar estresse como uma sobrecarga em um sistema. Essa sobrecarga pode causar danos ao sistema e até abreviar seu ciclo de vida. Em contrapartida, um sistema adaptado, é um sistema sem estresse.
Em outras palavras, quando necessita de um excesso de esforço, o sistema pode entrar em estresse, o que é um risco para sua continuidade. Para solucionar o problema, o sistema busca adaptar-se à nova situação, para manter-se estável e sem riscos.
Como o mais complexo de todos os sistemas conhecidos, o ser humano também procede dessa forma, isto é, quando se encontra em uma situação de sobrecarga, procura uma maneira de adaptar-se o mais rápido possível. Nem sempre a solução adotada é a melhor. Por exemplo: Um caminhoneiro que dirige um número excessivo de horas sem descansar, entra em estresse. No caso, a melhor solução seria parar e descansar, mas como tem prazos a cumprir, prefere recorrer a drogas para permanecer acordado. Nesse caso, o sistema continua com a sobrecarga e problema pode piorar mais ainda.
Podemos afirmar, que uma pessoa bem adaptada ao seu estilo de vida, é uma pessoa sem estresse. Essa situação envolve estabilidade tanto quantitativa como qualitativa, isto é, a pessoa desenvolve atividades sem mudanças bruscas, sem excessos, sem crises.
Será que devemos procurar evitar o estresse a qualquer custo? Buscar uma vida de adaptação? Evitar crises, excessos, mudanças bruscas?
É claro que é impossível ter uma vida sem estresse. Se quisermos crescer, exercer nossa criatividade, buscar nossa realização profissional e pessoal, devemos conviver com um nível de estresse. As mudanças que muitas vezes temos que fazer em nossas vidas produzirão, com certeza, desconforto e sobrecarga. Porém, é impossível viver de outra forma, se quisermos crescer. O que devemos procurar é manter esse estresse num nível que não comprometa nossa saúde, pelo menos até que nos adaptemos à nova situação. Enfrentar as mudanças necessárias e encontrar maneiras adequadas de lidar com o nosso estresse, para que ele não ponha em risco nossa sobrevivência. No meu ponto de vista, o ideal é alternar períodos de estresse com períodos de adaptação buscando sempre manter-se em equilíbrio.
O pai de Michelangelo era um criador de ovelhas. Ele queria que o filho seguisse o mesmo caminho. Com certeza caso seguisse a carreira do pai, teria uma vida menos agitada. Porém, não teria nos deixado suas grandes obras, entre elas as pinturas da Capela Sistina..
Com certeza, ao mesmo tempo em que põe em risco a nossa saúde, o estresse pode tornar-se parte do nosso crescimento pessoal, do exercício da nossa criatividade e, das grandes mudanças que fazemos em nossas vidas. Saber dosá-lo e controlá-lo é o que temos que aprender a fazer.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário