domingo, 20 de junho de 2010

Os espanhóis e os ingleses

Os espanhóis e os ingleses tiveram grande sucesso como colonizadores. Porém, com métodos bem diferentes. Para os espanhóis o importante era extrair todas as riquezas disponíveis, pois acreditavam que existia apenas uma quantidade fixa de valor na Terra e, portanto, o caminho para acumular riquezas era aprender a extraí-las com mais eficiência do solo ou das pessoas.

Já os ingleses acreditavam que valia a pena investir em atividades que perdurassem e possibilitassem um retorno ao longo do tempo. Por isso, em suas colônias, além da exploração das riquezas naturais, implantavam a pecuária e a agricultura.

O que a história nos mostrou é que os ingleses mantém até hoje vínculo com suas antigas colônias, a maioria delas, atualmente, são países desenvolvidos, mas que ainda fazem parte da comunidade britânica. Já as antigas colônias espanholas, exauridas em seus recursos, lutaram muito para conseguir suas independências. Na atualidade, a maioria são países pobres, que não mantém mais nenhum vínculo com o antigo colonizador, além dos que mantém com qualquer outra nação.

Podemos comparar os dois estilos, ao que ocorre na maneira como as empresas gerenciam seus empregados. As empresas do estilo espanhol são aquelas que procuram explorar ao máximo seus colaboradores, tratando-os como um recurso que, depois de exaurido, deve ser descartado. Já as empresas do estilo inglês, são aquelas que procuram investir em treinamento e motivação para que seus colaboradores cresçam dentro da organização e lá permaneçam. As primeiras têm alto índice de rotatividade, nela as pessoas permanecem por um tempo mínimo até conseguir outra alternativa melhor. Nas outras, as pessoas sentem-se recompensadas e motivadas para o trabalho e procuram seu desenvolvimento e crescimento profissional na própria empresa.

Bibliorgrafia: PEOPLEWARE, escrito por Tom DeMarco e Timothy Lister, Ed. Makron Books McGraw-Hill, 1990.

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